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NA ÚLTIMA TEMPORADA...

  Há três anos, fui recrutada por uma agência terrorista chamada Fortaleza, que se faz passar pela CIA. Achei que estava trabalhando para os mocinhos, até contar tudo ao meu noivo, e eles o matarem.

  Então, descobri a verdade: que a Fortaleza não é um braço secreto da CIA, e estive trabalhando para as pessoas contra as quais pensei estar lutando. Agora, sou uma agente-dupla da CIA, trabalhando infiltrada ao lado de meu pai.

  Recentemente, descobri que minha mãe na verdade era uma espiã da KGB que deveria seduzir meu pai para roubar informações dele. O acidente que a havia matado, porém, não passava de uma farsa, e ela estava viva.

  Em uma missão em Taipei para destruir um artefato familiar, eu acabei sendo capturada, e fiquei cara-a-cara, no meu primeiro encontro, com a minha mãe...

ACT ONE

    Barbara acordou. Estava algemada a uma cadeira de aço, presa dentro de uma sala iluminada com uma luz laranja. Um grande espelho estava à sua frente, e uma porta estava entreaberta. De repente, alguém apareceu pela porta.

  –– Olá, Barbara. – disse Karrigan, entrando.

  –– O que você quer? – perguntou ela.

  –– Explicações. – disse ele – Você fez um belo trabalho destruindo o Projeto Azul, mas creio que isso tenha custado algumas vidas.

  –– E o que você vai fazer? – perguntou ela – Quer que eu me explique para você? Não espere isso de mim. Você é louco.

  –– Acho que não é para mim... – disse Karrigan, levantando-se da cadeira e saindo pela porta – que você deve explicações.

  Um vulto surgiu na porta, envolvido pela escuridão. Barbara não podia ver nada. De repente, uma voz clara e feminina veio das trevas.

  –– Eu esperei mais de vinte anos por isso...

  Barbara olhou para o vulto, seus olhos encheram-se de lágrimas e confusão, e ela conseguiu apenas proferir uma palavra soluçada.

  –– Mamãe?

  Uma arma apareceu na mão do vulto, e apontou em direção a Barbara. Ela olhou assustada. De repente, um disparo.

  Barbara acabou caindo duramente no chão, levando a cadeira de aço junto, enquanto suspirava de dor. Sangue escorria pelo ferimento à bala feito em seu ombro.

  Os pés do vulto aproximaram-se da cadeira. Barbara voltou o rosto para cima, olhando a cabeça do vulto ser iluminada pela fraca luz. Logo, era possível visualizar a face da mulher que havia atirado em Barbara – a face de sua mãe.

  Esta se reclinou para falar com a filha.

  –– Me diga, Barbara. – falou Lauren, a mãe de Barbara – O que você sabe sobre a Nemesis?

  Barbara voltou o olhar para a mão, encarando-a.

  –– Ou o quê? – retrucou ela – Vou ficar de castigo?

  Lauren colocou-se novamente em postura reta, virando as costas para filha, indo em direção da saída da sala.

  –– Escute, vou deixa-la pensar um tempo. – falou Lauren – Depois eu volto. E, pelo bem das duas, espero que você tenha a resposta.

  Lauren saiu da sala, trancando a porta. Barbara tentou mover-se no chão, mas o peso da cadeira fazia suas mãos doerem, e quanto mais ela tentava se livrar das algemas, mais seus pulso doíam e mais sangue saía do ferimento no ombro.

  Barbara suspirou fundo, observando alguma possibilidade de fuga da sala.

 

  ­­–– Está me dizendo que sua mãe atirou em você? – perguntou a psicóloga da CIA, para a qual Barbara contava a história do que havia se sucedido há duas noites atrás.

  –– Exato, Dra. Shondra. – disse Barbara.

  –– Sua mãe. – repetiu a psicóloga – E como se sente à respeito disso?

  –– A respeito do que? – perguntou Barbara.

  –– A respeito do tiro. – completou Dra. Shondra.

  –– Meu ombro está melhor, se é o que quer saber. – disse Barbara.

  –– Não é. – disse Dra. Shondra – Estamos aqui, Barbara, para discutir o seu estado emocional neste momento. A CIA me designou para ajuda-la a passar por esta fase.

  –– Olha, é o seguinte. – disse Barbara – Eu não quero parecer grosseira, mas isso não está ajudando. Para mim, estar aqui é uma grande perda de tempo. Só estou aqui porque a CIA me obrigou. Mas eu ainda acho que eu deveria estar lá fora, ajudando a procurar pelo meu pai, que pode estar vivo, pode estar morto, pode estar, Deus sabe lá onde.

  –– Certo, Barbara. – respondeu a Dra. Shondra – Há equipes designadas para o caso do seu pai. Estão investigando. Estou aqui para ajuda-la com seus problemas.

  –– Eu posso lidar com meus problemas sozinha. – respondeu ela.

  –– Entendo. – disse a Dra. Shondra – Então, conte-me. Como conseguiu escapar?

  –– Bem... – continuou Barbara, relembrando o que havia acontecido.

 

  “Foi bem difícil. Eu estava presa a uma cadeira de metal reforçado, impossível de destruir. O que eu podia tentar era abrir as algemas. Eu não conseguiria sair da sala se não pudesse me livrar das cadeiras. Então, com muito esforço, eu me levantei. O meu ombro sangrava muito, mas eu deveria continuar. Estava numa posição desconfortável, parcialmente agachada, pois a cadeira continuava presa á mim. Foi quando notei que, dentro daquele pequeno depósito onde eu estava, passavam canos de água. Percebi que num deles havia uma válvula de pressão. Então, me aproximei do cano, virei de costas e enganchei a corrente da algema na válvula. Tudo o que eu precisava fazer era pressionar os pontos de solda na corrente para a algema arrebentar. Foi o que fiz: inclinei meu corpo para baixo o máximo que pude. A algema apertou meu pulso a ponto de corta-los, mas finalmente a corrente quebrou. Consegui me livrar da cadeira. Corri até a porta, e percebi que ela também estava trancada, e era uma porta de metal reforçado. Livrar-se dela foi um pouco mais complicado. Peguei a cadeira, enganchei na maçaneta da porta, carreguei um dos tubos de gás que havia na sala e o deitei sobre a cadeira. Arrumei um pequeno martelo dentro daquela sala para bater na ponta do cilindro de gás. De repente, a ponta do cilindro estourou e ele subiu com a pressão, deslizando pela cadeira e acertando a maçaneta da porta, furando-a. A porta finalmente estava aberta. Mas não era tudo. Eu precisava me livrar dos guardas que estavam pela frente. Assim que saí, encontrei uma vassoura descansando recostada na parede. Usei o joelho para quebrar o cabo em dois e poder usar os pedaços como arma. Corri pelo corredor à frente, e assim que cheguei ao fim, dei de cara com um guarda. O primeiro guarda foi fácil, e logo eu estava armada. Travei uma pequena guerra para conseguir escapar do depósito, mas assim que subi para a embaixada, consegui escapar do prédio rapidamente.”

 

  –– E fez tudo isso com o braço baleado? – perguntou Dra. Shondra – É realmente incrível.

  –– Se tem uma coisa que eu aprendi durante as missões, Dra., é que não há nada mais anestésico que a adrenalina. – respondeu Barbara.

 

  “Logo em seguida, eu contatei Cannon Harris, que estava com um jato no aeroporto de Taipei, me aguardando.”

 

  –– Cannon! – disse Barbara, entrando no aeroplano – Meu pai ainda não chegou?

  –– Não fez qualquer contato. – disse Cannon.

  –– Maldição. – respondeu Barbara – Estou ferida.

  –– Temos que dar um jeito no seu braço.

  Cannon aplicava uma injeção de morfina em Barbara, enquanto preparava um pequeno kit para remover a bala do ombro dela.

–– Não vai doer. – disse Cannon.

  –– Está bem... – falou Barbara, num tom sarcástico.

  Com cuidado, Cannon colocou uma pinça no ferimento de Barbara, enquanto ela cerrava os dentes. Logo, ela havia removido o projétil.

  –– O que aconteceu com o cara que te baleou? – perguntou Cannon.

  –– Não foi um cara. – disse Barbara – Foi a minha mãe.

  Cannon olhou para Barbara fitando-a, e logo mudou de assunto.

  –– Onde está o seu pai? – perguntou ele.

  Barbara olhou para o chão, lembrando do terrível acontecimento.

–– É uma longa história. – respondeu ela.

  –– Barbara, não podemos esperar mais. – disse Cannon – Vocês deveriam ter feito contato há duas horas.

  –– Duas horas!? – exclamou Barbara – Demorei demais pra me livrar da cadeira.

  –– Cadeira? – perguntou Cannon.

  –– Já disse que é uma longa história. – disse ela – Precisamos achar meu pai!

  –– Não há mais tempo! – disse Cannon – Se ele não fez contato, temos que ir!

  –– Não podemos deixa-lo aqui! – disse ela – Pode estar ferido!

  –– Ferido? – se espantou Cannon – Mas o que aconteceu?

  –– Ele ficou preso em um corredor. – disse Barbara – Quando eu destruí o Projeto Azul, o local inundou. Eu consegui fugir, mas meu pai ficou preso.

  Cannon ficou um tempo em silêncio, sem saber o que dizer.

  –– Barbara, precisamos ir. – finalmente ele disse – Não podemos continuar aqui ou seremos descobertos. Prometo que acharemos o seu pai.

 

  –– Então fomos embora. – disse Barbara à Dra. Shondra.

  –– Entendo. – disse Dra. Shondra – Mas não deve se culpar por ter deixado seu pai lá. Vocês tinham um protocolo à seguir.

  –– A culpa foi minha. – disse Barbara – Mas o pior mesmo é estar aqui, falando sobre tudo o que eu já escrevi em meu relatório, perdendo tempo, enquanto eu poderia estar procurando meu pai.

  –– Na verdade, Barbara, estou aqui porque estou apenas tentando ajuda-la. – disse Dra. Shondra – Eu acho que você deveria conversar sobre isso. O desaparecimento do seu pai, o súbito aparecimento da sua mãe. Talvez você esteja precisando conversar. Falar sobre os seus problemas.

  –– Já disse que posso lidar com meus problemas sozinha. – disse Barbara.

  Dra. Shondra a encarou, fez alguma anotação no bloco de folhas que segurava no colo e voltou-se novamente para Barbara.

  –– Certo. – disse Dra. Shondra – Você está liberada, Agente Creft.

  Barbara levantou-se, com certa dor no ombro. Enquanto caminhava em direção da porta, Dra. Shondra ainda falou.

  –– Lembre-se, Barbara. – disse ela – Pode vir aqui conversar a hora que quiser.

  –– Obrigada. – disse Barbara.

  Assim que ela saiu do escritório, uma mensagem chegou ao seu Pager. Era Cannon.

ACT TWO

  Barbara chegava eufórica no galpão onde deveria se encontrar com Cannon.

  –– O que houve? – perguntou ela – Alguma notícia do meu pai?

  –– Ainda não, Barbara. – disse ele.

  –– Então o que houve? – perguntou ela.

  –– Vasculhamos o laboratório onde estava o Projeto Azul. – disse Cannon – Nos infiltramos com a equipe de limpeza do local, que estava colhendo e testando a água.

  –– E? – perguntou Barbara, esperando uma notícia.

  –– Nada. – respondeu Cannon.

  –– Então, qual a relevância disso? – perguntou Barbara.

  –– Descobrimos que houve algumas vítimas, mas parece que o seu pai não está entre elas. – respondeu Cannon.

  –– Então, onde ele está? – perguntou Barbara, irritada.

  –– Não sabemos ainda. – disse Cannon – Mas acho que o seu pai pode ter sido levado para outro lugar por Karrigan.

  –– Karrigan? – perguntou Barbara – Mas Karrigan estava trabalhando com a minha mãe. Então, meu pai está com a minha mãe?!

  –– Não exatamente. – disse Cannon – Desde o seu encontro com ela, sua mãe desapareceu. Parece que Karrigan e o Dr. Shun já a consideram fora da ativa.

  –– Fora da ativa? – surpreendeu-se Barbara – Isso está muito estranho. E o que vocês descobriram sobre a Nemesis?

  –– Absolutamente, nada. – respondeu Cannon – A CIA não tem nenhum arquivo relacionado à Nemesis.

  –– Então, como vamos descobrir onde está meu pai? – perguntou Barbara.

  –– Por enquanto, não há como fazer nada. – disse Cannon – Mas estamos monitorando todos os passos de David Karrigan.

  Barbara abaixou a cabeça.

  –– Só queria te dizer que vai terminar tudo bem. – disse Cannon – Vamos encontrar o seu pai.

  Barbara voltou o olhar para Cannon, e sorriu.

  –– Eu sei. – disse ela – Obrigada.

  Cannon também sorriu.

 

  De volta em casa, Barbara encontrou com sua amiga July, que falava ao telefone, entusiasmada. Assim que desligou, saltou de felicidade.

  –– O que foi, July? – perguntou Barbara, sorrindo.

  –– Eu consegui! – disse ela – Lembra que eu tinha comentado sobre a idéia de abrir meu próprio negócio?

  –– Claro que eu lembro. – respondeu Barbara.

  –– Eu consegui a licença! – gritou July feliz e entusiasmada – vou poder usar o prédio que eu encontrei como salão de cabeleireiros. Finalmente, depois de todo esse esforço.

  July correu e abraçou a amiga. O ombro de Barbara doeu, e ela se afastou.

  –– O que foi, querida, o que fez no ombro? – perguntou July, se afastando.

  –– Nada. – disse Barbara, tornando a sorrir – Foi só uma queda.

  July sorriu.

  –– Estou feliz por você, July. – disse Barbara.

  –– Obrigada. – respondeu July – Como foi a viagem?

  –– Cansativa. – disse Barbara – O que quero agora é ir para a banheira, relaxar e depois ir dormir. Se é que vou conseguir.

  –– Algum problema? – perguntou July.

  –– Não, nada. – disse Barbara – Apenas um cliente que está com um problema de desaparecimento.

  –– Entendo. – disse July.

 

  No dia seguinte, Barbara foi encontrar-se com Cannon no galpão abandonado para receber novas instruções.

  –– Olá, Cannon. – disse ela, entrando no local.

  –– Como está o seu ombro? – perguntou ele.

  –– Melhor. Ainda está dolorido, mas vai sarar. – disse ela – Então, porque estamos aqui?

  –– Hoje é o seu dia de volta de trabalho da Fortaleza. – disse ele – Temos que lembrar que Shinter mantinha um certo acordo com David Karrigan, que acabou quando o Projeto Azul foi destruído.

  –– Acha que Shinter pode estar a par da minha situação de agente dupla? – perguntou ela.

  –– Eu não creio. – disse Cannon – A CIA considera esse um risco nulo, pois Karrigan não contaria sobre sua identidade sem mencionar suas fontes, ou seja, sem expor sua mãe.

  –– Então estou livre de suspeitas? – perguntou ela.

  –– A CIA diz que sim. – disse Cannon – Mesmo porque, se Shinter já soubesse sobre você, não esperaria tanto tempo para agir.

  –– Entendo. – disse Barbara – Shinter tem uma reunião hoje. Não sei se será sobre alguma coisa importante, mas o manterei informado.

  –– Certo. – disse Cannon.

 

  PRÉDIO DO CITY CREDIT BANK

 

  Barbara entrava novamente no prédio do banco, fachada para a base operacional da Fortaleza. Entrou no elevador privativo e logo estava na sala de reconhecimento. Ao passar por ela, logo encontrou seu parceiro Nick Worm, que estava sentado em sua mesa na sala do escritório.

  –– Olá, Barbara. – disse ele, cumprimentando-a quando a viu – Como você está?

  –– Bem. – disse ela, sorrindo – Eu estava precisando de um descanso.

  –– Ótimo. – disse Nick, sorrindo.

  Quando Barbara seguia reto em direção de sua mesa, porém, esbarrou o ombro em Nick, parando por alguns instantes e disfarçando a dor.

–– Algum problema? – Nick perguntou, notando algo estranho.

  –– Não. – disse Barbara – Apenas um ferimento leve no ombro.

  Barbara foi em direção de sua mesa, enquanto observava Shinter ao telefone em seu escritório. Depois de sentar-se e dar uma olhada no conteúdo das anotações de sua pasta, uma moça veio em direção à Barbara.

  –– Srta. Creft, Sr. Shinter deseja vê-la. – disse a moça.

  Barbara deu uma olhada para Shinter, antes de voltar o olhar para a mulher e responder.

  –– Já estou indo. – disse ela.

  Shinter estava metido em seus próprios pensamentos, quando Barbara abriu a porta do escritório.

  –– Queria falar comigo? – perguntou ela, friamente.

  –– Como foi a viagem? – perguntou Shinter, voltando o olhar para Barbara.

  –– Boa. – disse ela – É sempre bom ir ao deserto, ficar sozinha.

  –– Sei. – disse Shinter.

  –– O que queria comigo? – perguntou Barbara.

  –– É sobre Amy. – disse Shinter – Ela queria muito vê-la. Está solitária.

  –– Mesmo? – perguntou Barbara, mais preocupada – E a quimioterapia?

  –– Começou ontem. – disse Shinter – Ela está arrasada.

  –– Eu posso ir vê-la amanhã de manhã, se ela estiver melhor. – disse Barbara.

  –– Claro. – disse Shinter – Ela estará aguardando.

  Barbara sorriu, enquanto ia saindo pela porta.

  –– E seu pai? – perguntou Shinter, fazendo-a parar.

  –– Está viajando. – disse Barbara – Ele não me disse quando volta.

  –– Entendo. – disse Shinter – Teremos uma reunião logo mais, a respeito da sua última missão na França. Aconteceram algumas coisas que precisamos discutir.Temos uma nova missão para você e Nick.

  Barbara pensou sobre a frase de Shinter, temendo o que ele pudesse ter descoberto. Então, olhou para ele e voltou a falar.

  –– Certo. Nos vemos mais tarde.

 

  Mais tarde, Barbara estava em um restaurante ao ar livre, quando, na mesa ao lado da sua, Cannon se sentou. Estava usando óculos escuros e fingia ler um jornal.

  –– Olá. – disse ele – Como você está?

  –– Bem. – respondeu ela – Alguma notícia do meu pai?

  –– Infelizmente, não. – disse Cannon, triste por não poder dar notícia melhor – Por que me contatou?

  –– É Shinter. – disse ela, levando a xícara de café entre suas mãos à boca – Ele marcou uma reunião hoje á tarde. Irá discutir sobre a missão em Paris, e sobre os acontecimentos após ela. Me disse que vou embarcar em uma nova missão. Acha que ele pode ter descoberto algo?

  –– Não acredito. – disse Cannon – A CIA confirma que não houve comprometimento de identidade e vazamento de informações.

  –– Então, como Karrigan descobriu que eu era da CIA em Paris? – perguntou Barbara.

  –– Karrigan não invadiu nosso servidor, invadiu o da Fortaleza. – respondeu Cannon – E, como ele acredita que a Fortaleza é um braço da CIA, acredita que você trabalhe para a CIA. Sua identidade de agente-dupla não foi comprometida.

  –– Então, porque Shinter falou daquela forma? – perguntou Barbara – Até perguntou do meu pai.

  –– Não sei. – respondeu Cannon – Mas se ele tivesse alguma suspeita sobre você, não a mandaria à nenhuma missão. O que ele perguntou sobre seu pai?

  –– Queria saber sobre ele, onde estava.

  –– Você seguiu nosso protocolo?

  –– Claro. – respondeu Barbara – Não há riscos de possíveis gravações dessa conversa.

  –– Absolutamente nenhuma. – disse Cannon – Esse é um restaurante seguro da CIA. Há bloqueio de escutas. Estamos sendo monitorados. Mas por que essa preocupação agora?

  –– Cannon, preciso encontrar o meu pai. – disse ela – Não quero que Shinter saiba de forma nenhuma que ele está desaparecido, ou isso comprometeria o disfarce dele. Precisamos encontra-lo o mais rápido possível.

  –– Não se preocupe, Barbara. – tranqüilizou-a Cannon – Vamos encontra-lo o mais rápido possível, você vai ver.

  Ela voltou os olhos para o seu contato, e sorriu. Ele sorriu de volta.

  –– Obrigado pela força, Cannon. – disse Barbara.

  Ele sorriu.

 

  PRÉDIO DO CITY CREDIT BANK

 

  Barbara entrava e sentava-se ao lado de seu parceiro, Nick, enquanto Shinter começava o discurso para a próxima missão.

  –– Chamei os dois aqui para deixa-los a par do que se sucedeu após a missão na França. – disse Shinter – Bem, após escutarmos a conversa de Yang Shun com David Karrigan, descobrimos que o Projeto Azul estava para ser testado em Taipei. Porém, alguns dias depois, descobri que alguém da equipe do Sr. Karrigan havia entrado em meu cofre pessoal e roubado informações que havíamos adquirido sobre o Projeto Azul. Quando enviamos uma equipe para Taipei, David Karrigan prontamente mandou destruírem o Projeto Azul antes mesmo que pudéssemos encontra-lo. Com a explosão, a parte inferior do prédio inundou. Até agora, Yang Shun foi dado como desaparecido. Com isso, Karrigan se torna nosso alvo número 1.

  –– E você já tem alguma idéia do que se tratava o Projeto Azul? – perguntou Nick.

  –– Ainda não. – respondeu Shinter – Mas parece que Karrigan marcou um encontro com alguns cientistas amanhã em Barcelona, e parece que estes cientistas analisaram algumas pessoas afetadas pela água. Poderíamos descobrir alguma coisa.

  –– Pessoas afetadas pela água? – perguntou Barbara surpresa com a notícia.

  –– Exato. – disse Shinter – Parece que quando houve a destruição do Projeto Azul algumas pessoas foram afetadas.

  –– E por que eles destruiriam o próprio projeto e ainda deixariam expostos seus próprios agentes? – perguntou Nick.

  –– Não se sabe. – disse Shinter meio confuso – O que é fato é que vocês dois se infiltrarão na festa em Barcelona para descobrir mais. A missão está sendo revista pela equipe de segurança. Vocês têm até as 6 horas da tarde de amanhã para revê-la. Eu não estarei presente. Fui convocado para uma reunião com o alto-escalão da CIA, portanto, boa-sorte aos dois.

  Nick e Barbara agradeceram e foram saindo da sala.

  –– Barbara... – chamou Shinter, quando Nick já tinha saído – Você irá visitar Amy amanhã pela manhã?

  –– Claro. – respondeu Barbara.

 

  Barbara apertava a campainha da casa de Shinter. No dia anterior tinha prometido a Shinter que visitaria Amy. Na verdade, não estava fazendo isso por Shinter, mas sim por Amy, que apesar de estar casada com o homem cruel que Shinter era, sempre havia sido uma ótima pessoa para Barbara, principalmente após a “morte” de sua mãe.

  Após esperar um longo tempo, Barbara viu a porta ser entreaberta por Amy.

  –– Barbara! – exclamou ela – Fico feliz que tenha vindo.

  –– Como vai? – perguntou Barbara, abarcando Amy.

  –– Melhor. – disse ela.

  As duas entraram para conversar. Logo, estavam no jardim de inverno, o local preferido de Amy, onde as duas sentaram-se em um pequeno sofá confortável e começaram a conversar.

  –– Estou feliz que tenha vindo me ver. – disse Amy – Eu estava mesmo sentindo sua falta.

  Barbara sorriu.

  –– Eu ando meio ocupada. – disse Barbara – Mas aqui estou eu.

  Amy também sorriu.

  –– É, eu sei. – disse Amy – É difícil trabalhar com meu marido. Aposto que ele lhe deve muitos dias de folga.

  –– Pelo menos um mês. – disse Barbara, sorrindo, mudando de assunto logo em seguida – E você, como está?

  –– Melhor. – disse Amy – Achei bom que Trevor não tivesse me contado na hora. Ele esperou pelo momento certo.

–– Fico feliz que esteja bem. – disse Barbara.

  –– Eu ando bem. – disse Amy – Mas de repente, eu me sinto tão mal. As dores... se eu tivesse me preocupado com elas antes... talvez eu não estivesse assim. Às vezes eu me sinto tão bem, e de repente sinto como se eu estivesse com todo o corpo comprimido. Deve ser duro para o Trevor. Sei que foi ele que pediu para que você viesse. É difícil para ele, ainda mais com o trabalho dele.

  Barbara estranhou a repentina colocação de Amy à respeito do trabalho.

  –– A verdade é, que, por mais que seja duro, não estarei viva para o próximo Natal. – suspirou Amy.

  –– Não fale assim. – disse Barbara, segurando na mão de Amy – Você tem que pensar positivo. Todos estão pensando positivo.

  –– Eu não quero criar esperanças falsas no meu marido. – disse Amy – Sei como é difícil para ele. Sei que é difícil trabalhar com ele, Barbara, mas tente ser compreensiva. Ele está passando por uma fase difícil.

  –– Claro. – disse Barbara.

  –– Eu falo sério. – disse Amy – O trabalho, na Fortaleza, tem tomado todo o tempo dele.

  De repente, Barbara olhou para Amy com muita surpresa.

  –– Não se assuste. – disse ela – Eu sei. Há muito tempo.

  –– Quando Trevor lhe contou? – perguntou Barbara.

  –– Ele não contou. – disse Amy – Eu percebi. Ouvi muitas conversas. Depois juntei as coisas e percebi que ele nunca tinha realmente deixado a CIA. Percebi que ele nunca tinha deixado o mundo da inteligência.

  Barbara sorriu, fingindo certa tranqüilidade.

  –– É um trabalho importante para ele. – disse Amy – E, apesar dele não saber que eu sei, eu o apóio. Ele ama o que faz.

  –– Amy, sinto muito, eu tenho que ir. – disse Barbara.

  Amy estranhou a atitude repentina de Barbara.

  –– É o trabalho.

  –– Entendo. – disse Amy.

  Barbara sorriu e deu um grande abraço em Amy.

  –– Fique bem. – disse Barbara – Vai dar tudo certo.

ACT THREE

  Barbara se encontrava novamente com Cannon no galpão abandonado. Ela foi logo falando, eufórica.

  –– Acho que tenho uma pista do meu pai. – disse Barbara.

  –– O que houve? – perguntou Cannon.

  –– Shinter está atrás de Karrigan. – disse Barbara – Karrigan terá uma reunião em Barcelona com alguns cientistas que estão testando pessoas atingidas pela água.

  –– Pessoas atingidas pela água? – perguntou Cannon.

  –– É... – disse Barbara – Parece que, quando o prédio inundou, algumas pessoas ficaram presas. Meu pai pode estar entre elas. Shinter quer mais informações, e me mandou com Nick para gravar a conversa entre Karrigan e os cientistas.

  –– Ótimo. – disse Cannon – Bom, eu lhe darei uma escuta para usar em sua roupa, assim também poderemos ouvir a conversa além da Fortaleza. Mais alguma coisa?

  –– Na verdade, sim... – disse Barbara, meio receosa – Não sei se pode ser um problema, então...

  Barbara parou por um instante.

  –– O que há? – perguntou Cannon.

  –– Hoje de manhã eu fui visitar Amy, a esposa de Shinter. – disse Barbara – Ela me falou sobre a Fortaleza. De alguma forma, ela sabe.

  Cannon parou por alguns instantes.

–– O que acha que farão? – perguntou Barbara para ele.

  –– Bem, eu não quero assusta-la, Barbara. – disse Cannon – Mas você se lembra do que fizeram ao Steven quando você contou...

  –– Mas agora é diferente, Shinter não contou, ela descobriu. – disse Barbara – Eu não acho que Shinter vai deixar que matem sua própria esposa!

  –– Bom, não podemos fazer nada. – disse Cannon – Não podemos nem sequer nos aproximar de Amy sem expor seu disfarce. Mas Shinter decidirá o que é melhor para a esposa.

  Barbara suspirou.

  –– Bom, tenho que ir. – disse Barbara – Eu vou para a Espanha.

 

  BARCELONA...

 

  Barbara descia com um pequeno pára-quedas no prédio em Barcelona, usando um cabelo loiro bem curto e um vestido preto muito bonito.

  Quando o pára-quedas deu um tranco, Barbara deu um pequeno gemido de dor.

  –– O que houve? – perguntou Nick pelo comunicador.

  –– Nada. – disse Barbara – É só o meu ombro.

  –– Já estou na festa. – disse Nick – Karrigan já está aqui também, e está cumprimentando alguns orientais agora.

  –– Estou indo. – disse Barbara.

  Ela entrou na festa observando. Logo, passou por Nick, vestido de garçom.

  –– Não se aproxime muito ou irá arruinar seu disfarce. – disse Nick, sorrindo e disfarçando.

  –– Não se preocupe. – disse ela – Não vou me expor.

  Ela caminhou lentamente, enquanto David Karrigan caminhava e sentava-se numa mesa, acompanhado de um oriental muito bem vestido.

  Nesse momento, Barbara se aproximou um pouco mais e ativou o microfone da CIA, ativando logo em seguida o microfone ampliador da Fortaleza.

  –– Nick, estou gravando a conversa. – disse ela.

  –– Bom, Sr. Kawamura, vamos aos negócios. – disse Karrigan – Quais foram os progressos com as pesquisas em relação às pessoas afetadas?

  –– Bem, não se sabe ao certo. – disse o Dr. Kawamura – Parece que o líquido não possuía serventia nenhuma. As pessoas reagiram bem, e vacinamos todas contra possíveis infecções.

  –– E qual foi a análise do líquido? – perguntou Karrigan.

  –– As análises pré-liminares não apontam nada de estranho, exceto algo incomum. – disse Dr. Kawamura – A água parece datar de mais de 500 anos de idade.

  –– Interessante. – disse Karrigan – Mas não há nenhuma utilidade para o Projeto Azul até agora. Não sabemos qual é o seu objetivo. Agora que minha parceria com o Sr. Shinter acabou, não poderei mais financiar sua pesquisa. Terei que desaparecer por um tempo. Parece que o Sr. Shinter acredita que eu o traí, por isso não posso me dar ao luxo de me expor.

  –– E o que farei com as pesquisas? – perguntou Dr. Kawamura, preocupado.

  –– Terão que ser canceladas. – disse Karrigan – Mas antes, eu gostaria de ver no laboratório subterrâneo deste prédio as pessoas afetadas.

  Neste momento, Barbara ficou surpresa.

  –– O laboratório está aqui!

  –– Barbara, já ouvimos o suficiente! – disse Nick, pelo comunicador – Devemos retornar!

  –– Não! – disse ela – Podemos descobrir mais alguma coisa! Há um laboratório lá embaixo, e essa é uma chance única de descobrir mais informações!

  –– Barbara, nossa ordem é de gravar a conversa e retornar à Fortaleza. – disse Nick.

  –– Não, Nick. – disse Barbara – Eu vou até lá. Há um corredor com uma escada sendo guardado pelo segurança. Acho que lá é o acesso ao laboratório.

  –– Barbara, devemos voltar! – disse Nick, mas Barbara desligou a escuta rapidamente, ligando a da CIA em seguida.

  –– Cannon, você está aí? – perguntou ela.

  –– Estou ouvindo. – disse Cannon.

  –– Meu pai está aqui! – disse ela – Estou indo ao laboratório.

  Enquanto caminhava, ela viu um garçom carregando bebidas. Discretamente, ela colocou o pé na frente dos do garçom, fazendo-o cair e chamando a atenção de todos. Com a distração, Barbara passou por trás do segurança, acessando o corredor.

  Ela desceu a escada lentamente. Algumas vozes vinham ao fundo. Cuidadosamente, ela caminhou até o fundo do corredor, abrindo a porta de uma pequena sala. Várias pessoas dormiam, sob efeito de muitos anestésicos. Ao fundo, Barbara avistou uma mesa onde repousava um corpo coberto até o pescoço com um lençol branco. Era Thomas.

  –– Pai! – chamou ela, bem baixo para não chamar a atenção – Pai, acorde!

  Ele respirava bem devagar.

  –– Pai! – disse ela, dando um tapa leve no rosto dele – O que deram para você?

  Então, ela foi até um armário de vidro com algumas seringas descartáveis e alguns líquido medicinais. Até que leu um dos rótulos o que procurava.

  Ela pegou uma das seringas grandes, injetou a agulha no pote que havia encontrado e tirou um pouco do líquido, virando-se para o pai e procurando o local do coração no peito dele.

  –– Pai, isso vai doer. – disse ela – É adrenalina, para que acorde. Sinto muito, mas não temos tempo.

  Com grande força, Barbara fincou a agulha da seringa no peito do pai, aplicando a injeção direto no coração. Tom levantou-se rapidamente, num pulo.

  –– Pai! – falou Barbara.

  –– Querida? – perguntou ele – O que houve, o que...?

  –– Não há tempo, venha!

  Barbara correu, saindo da sala, até que finalmente encontrou uma outra porta, que dava acesso à uma escada no lado de fora do prédio.

  –– Onde estamos? – perguntou Tom.

  –– Em Barcelona. – disse ela.

  –– Barcelona! Nossa, como cheguei aqui? – perguntou Tom.

  –– É uma longa história. – disse Barbara, abraçando o pai – Ainda bem que está vivo. Estou em missão, pai. Tenho que voltar para a Fortaleza, consegue voltar para Los Angeles?

  –– Claro, querida, vá! – disse Tom – Nos vemos em LA.

  –– Está bem. – disse Barbara.

ACT FOUR

  Barbara e Cannon conversavam no escritório da CIA.

  –– Bom, depois eu voltei para a Fortaleza com o Nick. Terminou tudo bem. – disse Barbara, sorrindo.

  –– Fico feliz. – disse Cannon, também sorrindo.

  –– Obrigada. – disse Barbara, sorrindo para Cannon.

  Este apenas sorriu de volta, enquanto Tom aparecia perto dos dois.

  –– Barbara. – disse ele, enquanto Cannon se despedia e saia.

  –– Oi pai. – disse ela – Como está?

  –– Melhor. – disse Tom – E Shinter? O que disse sobre meu desaparecimento?

  –– Eu disse que você estava viajando. – disse Barbara – Ele não vai suspeitar. Está em uma reunião.

  –– Reunião? – perguntou Tom.

  –– Disse que era com os superiores da CIA.

  –– Então ele está se reunindo com os superiores da Aliança em Londres. – concluiu Tom.

  Barbara suspirou.

  –– Pai, Amy sabe. – disse ela – Amy sabe sobre a Fortaleza. O que farão com ela?

  –– Eu... – disse Tom – Eu não sei, eu... Eu preciso verificar. Amanhã posso checar na Fortaleza.

  –– Não irei à Fortaleza amanhã, pai. – disse ela – Amanhã faz um ano que Steven morreu. Vou visita-lo.

  –– Certo. – disse Tom – Tire um tempo para você. Vou ver o que posso fazer.

 

  LONDRES...

 

  Shinter estava sentado à mesa junto dos outros membros da Aliança. Christophe Magaa, o mais velho membro da Aliança começou a falar.

  –– Bem, convocamos esta reunião aqui para discutir sobre alguns tópicos importantes. – disse Christophe – Sr. Shinter, temos algumas propostas para o senhor. Fomos informados pela equipe de segurança da Fortaleza que houve uma brecha de segurança. Próxima a você.

  –– Brecha? – perguntou Shinter – Não estou ciente desse fato.

  –– Parece que sua esposa, Amy Shinter, está ciente de sua afiliação com a Fortaleza.

  –– Amy? – respondeu Shinter, surpreso – Mas eu...

  –– Temos uma gravação. – disse Christophe. Ouça.

 

  –– Eu não quero criar esperanças falsas no meu marido. Sei como é difícil para ele. Sei que é difícil trabalhar com ele, Barbara, mas tente ser compreensiva. Ele está passando por uma fase difícil.

  –– Claro.

  –– Eu falo sério. O trabalho, na Fortaleza, tem tomado todo o tempo dele... Não se assuste. Eu sei. Há muito tempo.

  –– Quando Trevor lhe contou?

  –– Ele não contou. Eu percebi. Ouvi muitas conversas. Depois juntei as coisas e percebi que ele nunca tinha realmente deixado a CIA. Percebi que ele nunca tinha deixado o mundo da inteligência.

 

  –– Mas isto é... – disse Shinter, confuso – Isso é totalmente inadmissí...

  –– Sr. Shinter, não estamos aqui para discutir. – disse Christophe – Estamos para achar uma solução. O sr. sabe o que deve ser feito. O sr. conhece o procedimento quando há uma situação como essa.

  –– Mas isso é um absurdo! – disse Shinter, levantando-se da mesa – Não vou deixar que matem minha esposa enquanto eu fico de braços cruzados!

  –– Sente-se, Sr. Shinter. – disse Christophe, acalmando-o – Temos uma proposta. Sr. Shinter, com a minha saída do comitê de diretoria da Aliança dos Doze, eu preciso de alguém, que possa me substituir... à altura. Se pensar bem no caso, talvez essa pessoa possa ser você.

  –– O que está dizendo? – perguntou Shinter, inconformado – Está sugerindo que eu mate minha esposa para aumentar minha posição na Aliança?

  –– Apenas pense, Sr. Shinter. – disse o velho Christophe, com um olhar profundo.

 

  O vento batia nas costas de Barbara, enquanto ela observava o túmulo.

  STEVEN HUNK: 1977 – 2005

  A inscrição mostrava o tempo que havia passado.

  –– Não vou desistir, Steven. – disse Barbara – Enquanto não acabar com eles.

  –– Barbara. – chamou a voz de seu pai, por trás dela.

  –– Oi, pai. – disse ela – O que faz aqui?

  –– Vim para ver como você estava. – respondeu ele.

  –– Estou bem. – disse ela – E você?

  –– Bem. – disse ele – Vim te dar uma notícia ruim.

  –– O que houve? – perguntou Barbara, assustada.

  –– É Amy. – disse Tom – A Fortaleza já sabe. A equipe de segurança alertou os superiores da Aliança.

  –– E o que farão com ela? – perguntou Barbara.

  –– Não se sabe. – disse Tom.

  Neste momento, o celular de Tom tocou. Este atendeu.

  –– Thomas Creft... ...O que... Quando?... Estou indo.

  –– O que houve? – perguntou Barbara.

–– A CIA... disse que... Ela... ela se entregou. Disse que quer cooperar.

  –– Quem? – perguntou Barbara.

  –– Sua mãe.

 

THE SPIES.